Campo Grande fica fora por regulamento

Apenas dois estádios no Mato Grosso do Sul estão aptos para receber partidas da competição nacional

Visão panorâmica do estádio Jacques da Luz, em Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)

O regulamento da Copa do Brasil deve tirar de Campo Grande a possibilidade de sediar partidas da competição nacional em 2026. O motivo é a capacidade mínima exigida pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para os estádios que recebem jogos do torneio.

Campo Grande pode perder o direito de sediar jogos da Copa do Brasil em 2026 devido à capacidade insuficiente do Estádio Jacques da Luz, que comporta apenas 3.500 torcedores, abaixo dos 4.000 exigidos pela CBF. A proibição de arquibancadas temporárias agrava a situação, forçando clubes como Operário e Pantanal a jogarem em Rio Brilhante ou Dourados, únicas cidades com estádios adequados no estado. A partir da 5ª fase, o requisito aumenta para 10 mil lugares, exigência que nenhum estádio de Mato Grosso do Sul atende atualmente. O Morenão, principal alternativa na capital, está interditado desde 2022, sem previsão concreta de reabertura. Enquanto não houver reformas, os clubes locais continuarão dependendo de estádios fora de Campo Grande para disputar a competição.

De acordo com o laudo aprovado para 2026 do Estádio Jacques da Luz, disponível no site da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), o único estádio de Campo Grande autorizado para partidas profissionais tem capacidade liberada para no máximo 3.500 torcedores.

O quantitativo fica abaixo do mínimo exigido pelo regulamento da Copa do Brasil, que determina capacidade de pelo menos 4.000 espectadores da 1ª à 4ª fase da competição.

No Estado, apenas dois estádios atendem atualmente a esse requisito e possuem liberação do Corpo de Bombeiros para jogos profissionais: o Estádio Ninho da Águia, em Rio Brilhante, e o Estádio Douradão (Frédis Saldivar), em Dourados.

Regulamento da Copa do Brasil impede a realização de jogos em Campo Grande
Estádio Ninho da Águia (à esquerda) e estádio Douradão são as alternativas do interior para sediar jogos da Copa do Brasil (Foto: Divulgação / FFMS)

Em decisões recentes, como a final do Campeonato Estadual de 2025, o Jacques da Luz recebeu arquibancadas temporárias para ampliar o público. No entanto, essa alternativa é expressamente proibida pelo regulamento da Copa do Brasil.

O texto da competição estabelece que, em conformidade com o RGC (Regulamento Geral de Competições), não é permitida a instalação de estruturas provisórias para atender às exigências de capacidade.

Com isso, a tendência é que os clubes da Capital que disputarão a Copa do Brasil, o Operário e Pantanal, levem o mando de campo para Rio Brilhante, cidade mais próxima com estádio dentro das normas. Já o Ivinhema tem a possibilidade de atuar no Estádio Douradão, em Dourados.

O cenário se torna ainda mais restritivo nas fases seguintes. A partir da 5ª fase, a capacidade mínima exigida sobe para 10 mil lugares. Em Mato Grosso do Sul, nenhum estádio possui atualmente essa capacidade liberada para jogos profissionais.

O Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, que poderia ser a principal alternativa para sediar partidas nacionais em Campo Grande, está interditado desde 2022 e passa por expectativa de reformas estruturais.

Em entrevista ao Campo Grande News no fim de 2025, o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que há perspectivas de retorno dos jogos ao local em 2026, mas até o momento o estádio segue fora de operação.

O que diz o regulamento da Copa do Brasil:

  • 1ª a 4ª fases: capacidade mínima de 4.000 espectadores sentados, gramado dentro dos padrões da CBF e iluminação adequada para jogos noturnos e transmissões.

  • 5ª a 7ª fases: capacidade mínima de 10.000 espectadores sentados, com as mesmas exigências técnicas.

  • 8ª e 9ª fases: capacidade mínima de 15.000 espectadores sentados, também com padrões de gramado e iluminação.

Além disso, o regulamento proíbe o uso de arquibancadas temporárias ou provisórias para cumprir essas exigências.

Enquanto não houver adequações estruturais ou a reabertura do Morenão, Campo Grande deve seguir fora do mapa da Copa do Brasil, obrigando clubes e torcedores a se deslocarem para outras cidades do Estado para acompanhar as partidas.

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