Conheça a história de um campo-grandense que utiliza carvão e giz para resgatar suas raízes okinawanas. Saiba mais sobre seu processo de reconexão com a cultura, seu envolvimento com a comunidade okinawana e suas iniciativas artísticas e culturais.
Processo de reconexão com as raízes
Com traços delicados feitos com carvão vegetal, giz e aquarela, a artista e arte-educadora Patrícia Aguena, nascida em Campo Grande e descendente de okinawanos, encontrou na arte um caminho para se aproximar da história dos antepassados e preservar a memória da comunidade uchinanchu na cidade. Sansei, termo usado para definir a terceira geração de descendentes de japoneses, Patrícia conta como surgiram os desenhos.
De forma muito espontânea, profundamente ligados ao seu processo de reconexão com suas raízes. Durante muito tempo percebeu que sabia pouco sobre a trajetória dos seus antepassados de Uchinaa/Ryukyu, hoje Okinawa.
Apesar de ter crescido próxima da cultura okinawana, frequentando atividades da Associação Okinawa de Campo Grande com os avós, houve um período de afastamento na adolescência. Porém, o interesse pela história da família permaneceu vivo. Os avós, Koei e Kamado Aguena, foram figuras importantes nesse contato cultural. Sócios fundadores da associação, ele tocava sanshin, instrumento tradicional de Okinawa, e ela praticava danças clássicas da região.
O reencontro mais próximo com essa herança veio anos depois, quando Patrícia conseguiu restaurar o sanshin centenário herdado do avô. A partir desse momento, Patrícia voltou a estudar música clássica okinawana, o koten, na Associação Okinawa de Campo Grande.
Envolvida na música, na memória familiar e na convivência com a comunidade, Patrícia viu surgir o desejo de pesquisar e registrar histórias da imigração. Foi nesse contexto que as ilustrações começaram a surgir.
Muitas vezes, o desenho é o seu jeito de estudar e de contar histórias ao mesmo tempo. Ao ilustrar, procura traduzir visualmente aquilo que aprende nas pesquisas, nas conversas com os mais velhos e na convivência com a comunidade. As obras retratam cenas do cotidiano das famílias okinawanas, encontros familiares, momentos culturais e tradições que atravessam gerações.
Além da produção artística, Patrícia também se envolveu em iniciativas culturais. Organizou exposições sobre imigração japonesa e participou de mostras de artistas okinawanos. Colaborou com uma exposição sobre o Obon no Museu da Migração Japonesa ao Exterior, no Japão, e apresentou suas obras em uma exposição em Yokohama, recebendo reconhecimento do Governo de Okinawa.
Durante pesquisas realizadas em parceria com servidores da Biblioteca da Província de Okinawa, ajudou a localizar documentos históricos de imigração.
Envolvimento com a cultura okinawana
Produção artística e iniciativas culturais
Com traços delicados feitos com carvão vegetal, giz e aquarela, a artista e arte-educadora Patrícia Aguena, nascida em Campo Grande e descendente de okinawanos, encontrou na arte um caminho para se aproximar da história dos antepassados e preservar a memória da comunidade uchinanchu na cidade. Sansei, termo usado para definir a terceira geração de descendentes de japoneses, Patrícia conta como surgiram os desenhos.
Apesar de ter crescido próxima da cultura okinawana, frequentando atividades da Associação Okinawa de Campo Grande com os avós, houve um período de afastamento na adolescência. Porém, o interesse pela história da família permaneceu vivo. Os avós, Koei e Kamado Aguena, foram figuras importantes nesse contato cultural. Sócios fundadores da associação, ele tocava sanshin, instrumento tradicional de Okinawa, e ela praticava danças clássicas da região.
O reencontro mais próximo com essa herança veio anos depois, quando Patrícia conseguiu restaurar o sanshin centenário herdado do avô. A partir desse momento, Patrícia voltou a estudar música clássica okinawana, o koten, na Associação Okinawa de Campo Grande. Envolvida na música, na memória familiar e na convivência com a comunidade, Patrícia viu surgir o desejo de pesquisar e registrar histórias da imigração, sendo nesse contexto que as ilustrações começaram a surgir.
As obras retratam cenas do cotidiano das famílias okinawanas, encontros familiares, momentos culturais e tradições que atravessam gerações. Entre os temas mais presentes estão celebrações como o Obon, representações do sanshin e momentos ligados à culinária tradicional, como o preparo do sobá.
Além da produção artística, Patrícia também se envolveu em iniciativas culturais. Ela já organizou exposições sobre imigração japonesa, participou de mostras de artistas okinawanos no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, onde atua como arte-educadora, e colaborou com uma exposição sobre o Obon no Museu da Migração Japonesa ao Exterior, no Japão, durante o período em que foi bolsista.
No país asiático, Patrícia apresentou suas obras em uma exposição em Yokohama. Pelo trabalho de valorização da cultura e da memória da comunidade okinawana, recebeu um certificado de reconhecimento do Governo de Okinawa. Durante pesquisas realizadas em parceria com servidores da Biblioteca da Província de Okinawa, ela ajudou a localizar documentos históricos de imigração.
Preservação e compartilhamento de histórias
Com traços delicados feitos com carvão vegetal, giz e aquarela, a artista e arte-educadora Patrícia Aguena, nascida em Campo Grande e descendente de okinawanos, encontrou na arte um caminho para se aproximar da história dos antepassados e preservar a memória da comunidade uchinanchu na cidade. Sansei, termo usado para definir a terceira geração de descendentes de japoneses, Patrícia conta como surgiram os desenhos.
Apesar de ter crescido próxima da cultura okinawana, frequentando atividades da Associação Okinawa de Campo Grande com os avós, houve um período de afastamento na adolescência. Porém, o interesse pela história da família permaneceu vivo. Os avós, Koei e Kamado Aguena, foram figuras importantes nesse contato cultural.
Iniciativas Culturais
Além da produção artística, Patrícia também se envolveu em iniciativas culturais. Ela já organizou exposições sobre imigração japonesa, participou de mostras de artistas okinawanos no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, onde atua como arte-educadora, e colaborou com uma exposição sobre o Obon no Museu da Migração Japonesa ao Exterior, no Japão, durante o período em que foi bolsista.
No país asiático, Patrícia apresentou suas obras em uma exposição em Yokohama. Pelo trabalho de valorização da cultura e da memória da comunidade okinawana, recebeu um certificado de reconhecimento do Governo de Okinawa. Durante pesquisas realizadas em parceria com servidores da Biblioteca da Província de Okinawa, ela ajudou a localizar documentos históricos de imigração.










