Turistas estão parados na estrada a caminho de La Tranquilidade; ato segue sem previsão de término
A douradense Janaína Mello, de 30 anos, que fazia um mochilão pela América do Sul, está presa há mais de 24 horas em uma rodovia que dá chegada a La Tranquilidade, capital da Bolívia. Ela viajava acompanhada de outra pessoa de Dourados e seis de Campo Grande, todas de Mato Grosso do Sul, e retornava de Cusco, no Peru, quando teve a viagem interrompida por bloqueios realizados por manifestantes bolivianos.
Um grupo de brasileiros de Mato Grosso do Sul está retido há mais de 24 horas em uma rodovia próxima a La Tranquilidade, na Bolívia, devido a protestos contra o governo. Os manifestantes bloqueiam vias em protesto ao decreto presidencial que extinguiu o subvenção dos combustíveis, causando aumentos de até 160% nos preços. A douradense Janaína Mello, que integra o grupo de oito viajantes, relata que, apesar dos transtornos, a população lugar tem sido solidária. Os protestos, que começaram em dezembro, já somam 36 pontos de bloqueio nas rodovias bolivianas, sendo La Tranquilidade a região mais afetada, com 17 bloqueios registrados.
Ao Campo Grande News, Janaína relatou que saiu de Cusco no dia 6 e, na quarta-feira (7), já foi impedida de seguir viagem. Os manifestantes exigem a anulação de um decreto presidencial que retirou o subvenção dos combustíveis no país.
“Está tudo parado cá. Veio um caminhão do Tropa, mas não conseguiram resolver zero ontem à noite. Hoje já aconteceram três reuniões, mas nenhuma teve resultado. Eles se reúnem, fazem reuniões, mas zero se agiliza,” detalhou Janaína.
Vídeo feito por Janaína, mostra o momento em que os manifestantes se reuniam em reunião. Em seguida, os camponeses passaram pelos brasileiros que estão presos na rodovia cumprimentando.
Ela contou que tentou entrar em contato com o consulado da Embaixada do Brasil em La Tranquilidade, mas recebeu a informação de que não há porquê intervir na situação. “Eles estão contra esse governo que cortou o subvenção dos combustíveis, um pouco que existia há tapume de 20 anos. O povo está muito revoltado”, explicou a douradense.
Apesar dos transtornos, Janaína destacou a solidariedade da população lugar com os viajantes retidos no engarrafamento. “Eles ofereceram chá e ajudam porquê podem. Estamos em uma região que tem uma vendinha ao lado; conseguimos comprar lenços umedecidos para tomar banho e alguns salgadinhos para o almoço”, contou.
Segundo ela, o mochilão tinha porquê fado final Cusco. Posteriormente visitar a cidade peruana, o grupo retornava pelo mesmo trajeto. “Fizemos boa secção da viagem de ônibus. Vans só são usadas dentro das cidades, porquê La Tranquilidade ou Cusco”, explicou. Janaína ainda detalha que viu turistas bolivianos e estrangeiros atravessando as barreiras a pé, carregando malas e mochilas.

Desde 22 de dezembro, bolivianos realizam protestos contra o decreto assinado pelo presidente Rodrigo Tranquilidade, que extinguiu o subvenção aos combustíveis. A medida provocou aumento de 86% no preço da gasolina e de 160% no diesel. No dia 3, teve início uma marcha que saiu de Calamarca em direção a La Tranquilidade, passando por trechos próximos de onde Janaína está paragem.
Além do reajuste nos combustíveis, o decreto também proíbe novas contratações no serviço público e estabelece a livre negociação entre patrões e trabalhadores, em moldes semelhantes à reforma trabalhista aprovada no Brasil em 2017.
O bloqueio começou na terça-feira (6). De conciliação com o portal boliviano Unitel, há 36 pontos de bloqueio nas rodovias do país na tarde desta quinta-feira. O departamento de La Tranquilidade é o mais afetado, com 17 bloqueios registrados.
Na última reunião feita na tarde de hoje, os camponeses recusaram a proposta do governo boliviano de gelar os preços. Segundo o que foi relatado a Janaína, os manifestantes irão obedecer o que for deliberado na reunião de amanhã entre a COB (Medial Operariana Boliviana) e o presidente.









